Para autorizar a venda, é preciso pelo menos o voto de 16 dos 23 vereadores. Isso porque a matéria necessita de 2/3 de aprovação. Se o projeto de lei passar pelo crivo da Câmara, a negociação será feita por meio de processo licitatório. O restante do terreno, onde funcionam as salas de aula, uma quadra poliesportiva e uma piscina semiolímpica, permanecerão como patrimônio municipal e em uso.
Segundo Queiroz, o terreno está há 50 anos sem utilidade. Na justificativa enviada aos vereadores, o prefeito afirmou que com o dinheiro a gestão construirá e reformará outras unidades de ensino, além de ampliar bibliotecas e comprar equipamentos escolares. Dois milhões irão para investimentos na Álvaro Lins. Disse também que a venda trará, mesmo que indiretamente, benefícios como “a criação de novos postos de trabalho, melhor distribuição de renda e estímulo para empresas da construção civil”. Ele afastou ainda a ocorrência de prejuízos ao interesse público.
Crítico da proposta, o líder da oposição Gilberto de Dora (PSB) disse que é injustificável vender um terreno que é da prefeitura para a iniciativa privada. “A área que pode ser alienada é como um pátio e se vender, não haverá mais o espaço para recreação. O colégio é o mais importante da história de Caruaru e que tem o melhor ensino. No ano passado o prefeito doou três terrenos, um deles para a Câmara, e agora ele quer vender outro. Não entendo o que está acontecendo”, questionou. Ele garante que seis vereadores deverão votar contra o projeto. “Vou trabalhar para conseguir mais dois e derrubar a venda”, acrescentou o socialista.
Além da venda da escola, a sessão extraordinária foi convocada para aprovar o novo salário mínimo, que passará de R$ 788 para R$ 880, e o reajuste de 8,5% para os médicos que atuam nos hospitais do município. Do blog do Magno
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